FÁBIO, O MELHOR DO BRASIL
Se Dunga estiver assistindo a final da Libertadores, Fábio estará na sua próxima lista. Ainda que não tenha acompanhado o desempenho do goleiro do Cruzeiro nos últimos 2 anos, este jogo basta. Ainda que não tenha visto Fábio salvar seu time em inúmeras oportunidades, o primeiro tempo de Estudiantes x Cruzeiro é suficiente para compreender o momento que este atleta passa em sua carreira. O que falta para Fábio? Talvez um pouco mais de força na personalidade. Um pouco menos de timidez, um pouco de coragem para pleitear sua merecida vaga na seleção. Mesmo que seja para a reserva de Júlio César, Fábio não pode ser preterido por Doni, Gomes... Nem sequer por Marcos ou Rogério Ceni, embora este meu comentário possa parecer uma heresia para a imprensa dominante.
Escrito por Bruno Quirino às 22h55
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NOSSA POLÍTICA
Se gritar "pega ladrão", não fica um, meu irmão. Hoje a bancada do PT engrossou a lista do "fora, Sarney". Pouco ou nada adianta o afastamento de José Sarney. Positivo mesmo seria seu afastamento definitivo da política e a devolução da propriedade do Maranhão à Federação brasileira. Outro que lá entrasse de imediato se tornaria vidraça e seus podres surgiriam em poucos dias. Vide o secretário Heráclito Fortes, que, pressionado a denunciar os nepotistas, foi pego empregando parentes. Alegou que sobrinha-neta não é parente. A crise é moral, atinge a essência. Os senadores, no específico caso, e os políticos em geral, estão acima de qualquer julgamento. As leis que produzem não os atingem. Não há barreiras porque não se enxerga punição. Tudo é permitido onde nada, no final, é proibido. O governo não se bate com bigodes poderosos, em nome da governabilidade. Engole-se Renan, engole-se Jáder, engole-se Sarney. Porque, em se recusando o repasto, é certa a indigestão. Se negociar tudo em nome de governar com sossego é o preço da democracia, tão caro não pode custar a ponto de violentar-se a seriedade. Tudo virou piada. Tudo ficou justificável. Ninguém é errado, tudo se explica, nenhum processo termina em condenação. A exigência de provas é exagerada. Se não houver fotografia do fato com assinatura do autor reconhecida em cartório, apela-se ao princípio da inocência. O belíssimo ditame é extremado, é utilizado para premiar o criminoso. Nenhum princípio pode ser elevado à altura do intransponível. Sequer o direito à vida é absoluto! Mas, para evitar punições, a presunção de inocência é tornada intocável. Processo em que o réu seja bem servido de advogados não chega ao ponto da punição. Os poucos que até lá sobrevivem já são tão antigos que a aplicação de uma pena não produz efeito na sociedade. Afinal, uma das consequências da pena é justamente dar exemplo para que outros não cometam os mesmos atos. É terrível pensar que tudo está perdido, em tempo que é muito difícil acreditar numa mudança breve.
Escrito por Bruno Quirino às 21h26
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CHATICE
Prometo que este será meu último resmungo a respeito, mas já começaram os incômodos foguetes. Neste horário, ainda vai. O problema é que o jogo termina lá pela meia-noite.
Escrito por Bruno Quirino às 21h04
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APOSTA DA LIBERTADORES
Daqui a 1 hora começa a decisão da 50a. Libertadores. E a taça será do Cruzeiro. Mas o jogo de hoje será do Estudiantes, 2 x 1. Esta é minha aposta.
Escrito por Bruno Quirino às 20h58
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O QUE VALE MAIS?
Para completar a postagem abaixo, indico que assistam o gol a que me refiro. Está no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=6Emtw0TH_9I É de emocionar. A narração do locutor argentino Victor Hugo Morales é para arrepiar. À medida que Maradona ia driblando os adversários, o narrador dizia: "Gênio, gênio, gênio...". Depois da conclusão, o narrador chora diante da maravilha que acabara de presenciar. E pede desculpas pelas lágrimas, mas era justíssimo que as derramasse! Será que este tipo de lance magnífico é menos importante do que você ficar na dúvida se o juiz vai marcar ou não um pênalti?
Escrito por Bruno Quirino às 19h59
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JOÃO HAVELANGE
Ouvi mais cedo um comentário do Sr. João Havelange, ex-presidente da FIFA, ex-sogro de Ricardo Teixeira. A múmia disse que é contrária ao uso de recursos tecnológicos no futebol porque, caramba, a graça deste esporte é o erro. A frase foi esta: "A graça do futebol é o erro. " Seguiu discorrendo que as únicas lembranças que de fato ficam a respeito do jogo de futebol é o erro. Que a maior lembrança da Copa de 86 é o gol de mão do Maradona contra a Inglaterra, por exemplo. Sustentou que, sem o erro, o futebol já teria acabado. Baboseira. Como é possível que se queira premiar o torto, o equivocado? E, ainda mais grave, como é que pode um homem que ocupou a presidência da FIFA por mais de 20 anos acreditar que os erros da arbitragem são o ponto alto do futebol? A Copa de 86 é a mais antiga que tenho na memória. Aos 8 anos de idade assisti boa parte das partidas. E a lembança mais fixa que tenho daquele torneio mundial é, de fato, do Maradona, mas não o gol de mão e sim o golaço contra a mesma Inglaterra. Um dos mais bonitos da história das Copas do Mundo, quiçá o mais belo. Dizer que o erro (muitas vezes proposital!) seja mais importane que as maravilhas dos artistas da bola só pode ser coisa de quem não anda bem da cachola. Ou de quem aceita usar qualquer argumento para sustentar suas convicções, por mais retrógradas que sejam. Ora, uma coisa é crer que a inserção de recursos modernos causariam ainda mais polêmica, prejudicando ao invés de ajudar. Outra coisa é abrir a bocarra para afirmar que o atrativo do esporte é a possibilidade de o árbitro marcar algo que não existiu, ou deixar de apontar o que aconteceu. O erro do árbitro só prejudica. Tira a justiça, macula a vitória, permite que o pior vença o melhor, que o despreparado bata o preparado, que o preguiçoso derrube o esforçado.
Escrito por Bruno Quirino às 19h49
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RENOVAÇÃO URGENTE!

Escrito por Bruno Quirino às 16h45
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HERNANES, O VESGO
Hernanes, melhor jogador do Brasileirão 2008 e atualmente em má fase, está neste momento participando de um programa na SporTV. Perguntando sobre quem seriam os times para chegar ao final disputando o título, listou os seguintes: - São Paulo
- Flamengo
- Corínthians
- Inter
Nem Hernanes falou, nem os diversos entrevistadores presentes lembraram de citar o Cruzeiro. Milton Leite chegou a indagar sobre o Palmeiras, mas o finalista da Libertadores foi preterido. Fica claro e demonstrado o desprezo do eixo Rio-São Paulo contra o resto do país, embora o Inter tenha figurado na lista de Hernanes. Em condições normais, qualquer cidadão incluiria o Cruzeiro como provável postulante ao título deste Brasileirão. A visão torta não se restringe à imprensa, pelo visto. Lamentável.
Escrito por Bruno Quirino às 14h57
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POLÍTICA
Não estou me escondendo, só estou evitando o assunto "podridão na política brasileira" para me poupar. Stress demais não faz bem, assim como de menos também não. Só de pensar na série de bandalheiras que andam fazendo na politica nacional já estouro o nível suportável dos meus nervos. Por hora, fico com a opinião que estamos descobrindo tanta promiscuidade por causa da grande liberdade de nossa imprensa. Este é o lado bom. Em doses homeopáticas, para controlar minha raiva e não encher este blog com mil páginas sobre o tema, tratarei deste flagelo aos poucos.
Escrito por Bruno Quirino às 23h49
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PERDA DA LIDERANÇA
Não vi o jogo do Cruzeiro, porque insisti em manter no canal do Atlético. Passei pelo jogo do Serra Dourada em algumas oportunidades mas, assim como o próprio time azul, eu penso que esta partida era menos importante. Cruzeirenses hoje só pensam na final da Libertadores, com toda razão que lhes assiste. Nas últimas duas rodadas Adílson abandonou o time misto para escalar um totalmente reserva. Absolutamente correto. Embora esteja ficando distante no Brasileirão, o que importa agora é decidir a América. No Mineirão, desastre. Atlético 1 x 1 Botafogo foi um resultado pior que horroroso para o time de Celso Roth. Este, aliás, foi o maior culpado pela falta de criatividade do seu time, pelos motivos que trago adiante. Júnior não pode ser lateral esquerdo. O veterano já se firmou no meio do campo (há um tempo, eu pensei que não daria certo, mas fato é que aconteceu). É a peça criativa e, ainda por cima, não aguenta jogar na ala. Embora não tivesse Tiago Feltri (suspenso), Roth deveria ter improvisado. Se entra com Marcos Rocha daria outra vida ao Galo. Isto principalmente porque o Botafogo entrou fechadíssimo. E Roth não aprendeu, ainda, a armar um Atlético para enfrentar adversários fechados. Éder Luís deixa de ser boa opção, porque um meio campo congestionado dificulta ou impede rápidos contra-ataques. Já que Ney Franco escalou meia dúzia de jogadores no setor central, Roth poderia muito bem ter aberto mão de um volante marcador para ter outro atacante. Que seria Alessandro ou Júlio César, de forma que Tardelli e Júnior tivessem liberdade para criar. No intervalo, o treinador atleticano tentou mexer. Chamou Júlio César. Mas mexeu a peça errada, ao sacar Renan Oliveira. Passou a ter outro atacante, mas com Júnior na lateral permaneceu sem armação! Celso Roth deve sentar, assistir os dois últimos jogos e mudar alguns conceitos. Parar de fazer mexidas desnecessárias, parar de querer enfiar determinados atletas no time e fazer o mais fácil. A pena de não tomar tais atitudes será ver o Atlético cair na tabela.
Escrito por Bruno Quirino às 23h37
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APOSTAS DE HOJE
Lá vão as apostas para os jogos dos mineiros hoje: Goiás 1 x 0 Cruzeiro Atlético 3 x 1 Botafogo Comento mais tarde os resultados!
Escrito por Bruno Quirino às 15h38
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Deixo para escrever após a decisão do finalista da Libertadores para que soe plena a isenção. O assunto já é morto, porém pode ressuscitar a qualquer momento, dada a capacidade criativa dos seres humanos. Assim sendo, discorrerei a respeito. Num jogo de futebol, os nervos não são facilmente controlados. Nem no futebol, nem no voleibol, basquetebol ou outras disputas. Entre as quatro linhas os contendores se sentem inimigos. Nos intervalos trocam camisas e se abraçam, mas enquanto a bola está rolando são inimigos mortais. Isto vale desde as peladas de rua. É comum o desentendimento de grandes amigos quando jogam em times adversários. A aura da disputa envolve de tal forma os jogadores que eles esquecem os laços familiares ou de amizade. Naquele especialíssimo momento, o que vale é a vitória. Envolvidos pelo clima bélico, adversários são capazes de se agredir por uma disputa de bola. Xingamentos, então, se tornam rotina. Nada representam após o apito final. Ofensas das mais variadas são proferidas por pessoas que se amam e deixam de existir assim que o jogo finda. Um minuto depois estão tomando cerveja juntos. O xingamento durante uma partida esportiva não pode ser levado a sério. Tudo isto para defender Maxy Rodrigues, jogador gremista que teria chamado Elicarlos, cruzeirense, de "macaco".
Escrito por Bruno Quirino às 19h20
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APOSTA
Fábio Seixas, jornalista especializado em Fórmula 1, costuma lançar palpites em seu blog (fabioseixas.folha.blog.uol.com.br), antes das corridas. Aposta quem vencerá, quem será o segundo e o terceiro colocados. Bárbara Gancia (www.barbaragancia.com.br) faz um desafio aos leitores do seu blog, na mesma linha da aposta de Seixas. Vou fazer algo parecido em alguns jogos de futebol. Começo hoje com Grêmio e Cruzeiro: dá Cruzeiro dois a um.
Escrito por Bruno Quirino às 19h09
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TRÊS PERGUNTAS

Não é à toa que cada dia fico mais fã do CQC, o programa mais inteligente da televisão brasileira. Um dos quadros mais interessantes é aquele em que o repórter vai aos corredores da Câmara e do Senado para testar os conhecimentos gerais dos nobres parlamentares. Nesta segunda-feira levaram os seguintes questionamentos aos deputados com quem trombaram na Câmara: - Qual o assunto tratado pela Lei Maria da Penha? (trata de crimes praticados contra a mulher, no âmbito doméstico. Assunto amplamente tratado na imprensa e, principalmente, no Poder Legislativo)
- O que foi o chamado "Dia D"? (Chama assim o famoso dia da invasão dos aliados à Normandia, na Segunda Guerra mundial. É um dos episódios mais marcantes da Grande Guerra, retratado em inúmeros filmes, livros, documentários, séries de TV, conversas fiadas e etc.)
- Que países compõem o BRIC? (Um dos grupos de países mais importantes da economia atual no mundo, é composto por Brasil, Rússia, Índia e China. São países em desenvolvimento, considerados pelos estudiosos como as nações mais promissoras, que devem dominar a economia mundial nas próximas décadas. Há referências à sigla diariamente em qualquer veículo de comunicação do planeta).
O conhecimento necessário para responder corretamente estas simples indagações é básico. Muito menos do que o mínimo exigível para alguém que se propõe a representar o povo de um Estado da Federação. Quem se assusta diante da sigla BRIC não apresenta condições de sentar no plenário de uma câmara representativa para dizer a vontade popular. Quem se irrita com o irreverente repórter, exaltado por sua própria ignorância, ao perceber que desconhece completamente o tema da comentadíssima Lei Maria da Penha, não pode pretender trabalhar formulando leis que resolverão as nossas vidas! Mais interessante que o próprio desconhecimento do básico é a reação dos entrevistados. Alguns enrolam a língua, num conhecido "deputadês", outros fingem que estão extremamente ocupados (chegam a atender uma imaginária chamada telefônica), outros esbravejam contra o repórter. Todas reações de profundos ignorantes! Difícil acreditar. Nosso Parlamento está repleto de verdadeiros analfabetos de conhecimentos simples, fundamentais. Não me espanta o desempenho do Poder Legislativo.
Escrito por Bruno Quirino às 23h53
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HONDURAS
Acho que o golpe militar em Honduras não irá prosperar. Para quem não acompanhou, o presidente hondurenho, Manoel Zelaya, foi derrubado do poder no último domingo 28 de junho pelas Forças Armadas. Ao seu posto foi alçado Roberto Micheletti. Zelaya foi surpreendido em casa e enviado à Costa Rica, enquanto Micheletti era empossado. Entre as motivações da manobra estariam o interesse de Zelaya em mudar a Constituição para aumentar seu prazo no poder. Assim fosse, nosso FHC teria descido a rampa do Planalto preso em 1997, mas este é outro caso. Penso que o golpe não terá sucesso porque o mundo hoje não aceita mais este tipo de coisa. Não há espaço para novas ditaduras, sobretudo em países pequenos. E o principal porquê da minha aposta no futuro fracasso é justamente a insignificância bélica do pequeno país caribenho. Honduras não tem força nuclear para ameaçar o resto do mundo. Não tem mísseis para fazer testes no mar, apavorando seus vizinhos. Não tem economia para bancar um bloqueio econômico mundial. Não tem força política para bancar a ditadura nas convenções internacionais.
Escrito por Bruno Quirino às 21h37
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